Linha do tempo
Desde 1916, a Academia Brasileira de Ciências promove eventos, firmou parcerias internacionais e valorizou cientistas de destaque. Sua linha do tempo reúne marcos históricos, eventos e presidentes que ajudam a contar a trajetória da instituição.
1916 a 1926
Henrique Morize
Nasceu em 1860, em Beaune, na França. Mudou-se para o Brasil em 1875 e entrou para a Escola Politécnica, no curso de engenharia industrial, em 1890. Trabalhou como astrônomo no Imperial Observatório do Rio de Janeiro por 46 anos, dos quais 20 atuando como diretor. Lecionou física na Escola Politécnica e foi um dos criadores do ensino da eletricidade no Brasil. Membro fundador da ABC. Faleceu em 1930.
1926 a 1929
Juliano Moreira
Nasceu em 1872, em Salvador, na Bahia. Ali, lecionou como médico na Faculdade de Medicina, onde havia estudado e se formado. Foi um dos primeiros negros cientistas do país. Sua produção científica foi reconhecida internacionalmente. Atuou com destaque na humanização dos hospitais psiquiátricos no Brasil, tendo dirigido o Hospício Nacional, no Rio de Janeiro. Faleceu em 1933.
1929 a 1931
Miguel Ozório de Almeida
Nasceu no Rio de Janeiro em 1890. Cursou a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e foi assistente no Instituto de Manguinhos. Participou da fundação da Sociedade Brasileira de Educação e foi membro da Academia Brasileira de Letras. Escreveu um dos primeiros livros dedicados à divulgação científica no país. Faleceu em 1953.
1931 a 1933
Euzébio Paulo de Oliveira
Acervo ABC
Nasceu em Abaeté, Minas Gerais, em 1883. Formou-se engenheiro de minas e civil na Escola de Minas de Ouro Preto. Foi o responsável pela descoberta de que a bacia do Paraguai brasileiro fazia parte do continente Gondwana. Em 1933, concluiu o “Mapa Geológico do Brasil” e possibilitou a descoberta do petróleo no país. Faleceu em 1939.
1933 a 1935
Arthur Alexandre Moses
Acervo ABC
Nasceu em 1886, no Rio de Janeiro, onde formou-se em medicina. Realizou pesquisas em histologia, microbiologia e medicina veterinária. Atuou no Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia e no Instituto Manguinhos. Trabalhou no Ministério da Agricultura e dirigiu o Instituto Experimental de Veterinária. Faleceu em 1967.
1935 a 1937
Álvaro Alberto da Motta e Silva
Acervo ABC
Nasceu em 1889, no Rio de Janeiro. Cursou a Escola Naval e atingiu o posto de Vice-Almirante da Marinha do Brasil. Diplomou-se engenheiro pela Escola Politécnica. Pesquisou explosivos e, após a Segunda Guerra, interessou-se por energia nuclear. Participou da criação e foi o primeiro presidente do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq). Presidiu a Comissão de Energia Atômica da Organização das Nações Unidas. Faleceu em 1976.
1937 a 1939
Adalberto Menezes de Oliveira
Nasceu em 1883, em Minas Gerais. Em 1908, completou o curso de engenharia elétrica na Universidade de Liége, na Bélgica, e especializou-se na Inglaterra e na França. Foi professor da Escola Naval e da Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Membro fundador da ABC, faleceu em 1973.
1939 a 1941
Ignacio Manoel Azevedo do Amaral
Nasceu em 1883, no Rio de Janeiro. Formou-se na Escola Naval. Presidiu o Instituto Técnico Naval, foi diretor na Escola Politécnica do Rio de Janeiro e da Escola Normal do Distrito Federal, além de reitor na Universidade do Brasil. Como um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Educação, defendeu a melhoria do ensino universitário no país. Faleceu em 1950.
1943 a 1945
Cândido Firmino de Mello Leitão Junior
Nasceu em 1886 em Campina Grande, na Paraíba. Formou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e trabalhou em diversos hospitais, tendo dirigido a Casa dos Expostos. Estagiou em instituições francesas e lecionou na Faculdade de Medicina de Belo Horizonte e no Museu Nacional, sendo reconhecido mundialmente por seus estudos sobre aracnídeos. Faleceu em 1948.
1945 a 1947
Mario Paulo de Brito
Nasceu em 1894, no Rio de Janeiro. Formou-se engenheiro geógrafo e civil, doutor em ciências físicas e naturais. Lecionou e dirigiu o Instituto de Educação do Distrito Federal. Foi também professor da Escola Politécnica, onde havia se formado, além de um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Educação. Faleceu em 1974.
1965 a 1967
Carlos Chagas Filho
Nasceu em 1910, no Rio de Janeiro. Formado pela Faculdade Nacional de Medicina, especializou-se em biofísica, farmacologia e diferenciação celular. Fundou e dirigiu o Instituto de Biofísica, levando a pesquisa para a universidade. Ocupou cargos na Fundação Oswaldo Cruz. Foi membro da Academia Brasileira de Letras e presidente da Academia de Ciências do Vaticano. Faleceu em 2000.
1967 a 1981
Aristides Azevedo Pacheco Leão
Nasceu em 1914, no Rio de Janeiro. Ingressou na Faculdade de Medicina de São Paulo em 1932. Em 1940, viajou para os Estados Unidos e obteve graus de mestre e doutor pela Universidade de Harvard. Suas pesquisas foram fundamentais para a compreensão de doenças como a epilepsia e a enxaqueca. Lecionou na Universidade do Brasil e faleceu em 1993.
1981 a 1991
Maurício Matos Peixoto
Nasceu em 1921, em Fortaleza, Ceará. Formou-se engenheiro civil pela Universidade do Brasil, onde mais tarde lecionou. Seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento de uma escola de matemática no Brasil. Dirigiu o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, que ajudou a fundar.
1991 a 1993
Oscar Sala
Nasceu na Itália em 1922. Físico pela USP, construiu transmissores portáteis para o Exército e fundou laboratórios de física nuclear. Presidiu a SBPC e a Fapesp. Eleito presidente da ABC, afastou-se por questões de saúde e foi substituído por Vargas. Faleceu em 2010.
José Israel Vargas
Nasceu em Minas Gerais em 1928. Químico pela Universidade Federal de Minas Gerais, físico pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, doutorou-se em ciências nucleares pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Foi presidente do Conselho Executivo da Unesco e ministro da Ciência e Tecnologia.
1993 a 2007
Eduardo Moacyr Krieger
Nasceu em 1928 em Cerro Largo, no Rio Grande do Sul. Formou-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, estudou fisiologia em Buenos Aires, estagiou nos Estados Unidos e fez doutorado na Universidade de São Paulo. Atua no Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, onde lidera uma equipe de pesquisa sobre hipertensão.
2007 a 2016
Jacob Palis Junior
Nasceu em Uberaba, Minas Gerais, em 1940. Formou-se em engenharia na Universidade do Brasil e doutorou-se em matemática na Universidade da Califórnia, Berkeley. No Impa, trabalha com sistemas dinâmicos, tendo orientado 42 doutores. Foi diretor do Impa (1993-2003), presidente da União Matemática Internacional (1998-2002) e da Academia Mundial de Ciências, a TWAS (2007-2012). Contribuiu para projetar a matemática e a ciência do Brasil internacionalmente. Faleceu em 2025.
2016 a 2022
Luiz Davidovich
Nasceu no Rio de Janeiro, em 1946. Físico, especializou-se em óptica quântica, ramo da física que investiga a interação da luz com a matéria na escala do infinitamente pequeno. Realiza pesquisas também na área de informação quântica, em especial em metrologia quântica, que investiga como a física quântica pode ajudar a aumentar a precisão de sensores. Coordenou o Instituto do Milênio de Informação Quântica entre 2001 e 2006 e a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em 2010. Foi secretário-geral da Academia Mundial de Ciências (TWAS) entre 2019-2022.
2022 a ----
Helena Nader
Nasceu em São Paulo, em 1947. Biomédica, professora titular do Departamento de Bioquímica da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Atuando em glicoquímica e glicobiologia, é pioneira nos estudos sobre a heparina, liderando uma equipe que é referência mundial no assunto. Foi presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) entre 2011 e 2017. Copresidente da Rede Interamericana de Academias de Ciências (IANAS, 2019-2025), vice-presidente da Aliança de Organizações Científicas Nacionais e Internacionais das Regiões do Cinturão e Rota (ANSO, 2023-2025) e vice-presidente da TWAS para a América Latina e o Caribe (2023-2026). Em 2022 foi eleita presidente da Academia Brasileira de Ciências, a primeira mulher da academia no cargo. Foi reeleita em 2025.