O relatório “Petróleo na Margem Equatorial Brasileira” foi organizado por um grupo de 12 especialistas, coordenados pelo vice-presidente da ABC, Jailson Bittencourt de Andrade, e lançado em agosto de 2025. “Nós estamos mostrando o que pode acontecer numa eventual exploração”, frisou o Acadêmico.
A margem equatorial brasileira, especialmente na foz do Amazonas, caracteriza-se por uma extensa plataforma continental com elevada complexidade ecológica e dinâmica oceanográfica, marcada por fortes correntes, como a Corrente Norte do Brasil. Essas correntes são centrais na avaliação de riscos, pois determinam a dispersão de um eventual vazamento de petróleo. Nesse contexto, a modelagem computacional contínua, baseada nas melhores evidências científicas e em protocolos rigorosos, é essencial para a simulação de impactos e para o monitoramento ambiental confiável.
O texto destaca ainda os potenciais impactos de acidentes sobre a biodiversidade e a economia regional, com ênfase nos manguezais e recifes. Os manguezais, particularmente na foz do Amazonas, sustentam uma rica biodiversidade e amplos recursos pesqueiros, fundamentais para comunidades costeiras, funcionando como verdadeiros berçários marinhos. Já os recifes amazônicos, localizados em águas profundas e ainda pouco estudados, são ecossistemas vulneráveis, de crescimento lento e baixa capacidade de recuperação, exigindo cuidados especiais e medidas de mitigação em qualquer atividade exploratória.
Link para o relatório:
www.abc.org.br/wp-content/uploads/2025/08/PME.pdf
Link para a matéria com mais detalhes:
https://www.abc.org.br/2025/08/07/abc-lanca-relatorio-petroleo-margem-equatorial/